Cacos de vidro
- Joana Angelo
- 7 de jun. de 2020
- 1 min de leitura
Caminhando pisei. Pensei ter ido longe. Entre uma estrada e outra, apenas cacos do que um dia estava ali.
Tudo era vidro. Os sentimentos, os sentidos, as impressões, as manhãs, as tardes, o crepúsculo. Tudo se quebrou, acabou.
Cacos de imagens, de fé, abordagens do que já foi um dia.
Bem no meio de tudo , de toda aquela bagunça, vidro.
Em frangalhos , avisos, tudo partido...amassado, quebrado.
Cortei os pés, as amarras, os entulhos e os infortúnios.
Tudo quebrado. Posso pular? Assim não irei me cortar... Não, não podes pular...
Ultrapasse e siga.
Cacos do que sobrou. Ah, isso ninguém contou...Afinal, apenas cacos.




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